Blog'arte em fase carioca!!!!
Reativando esse Blog, agora com ideias solares e otimistas, como é a cidade em que estou.
Tenho
muito o que registrar desse hiato, mas a princípio marcando essa nova
fase, vou usar uma confirmação bem clichê e que só após três anos de
estadia começo a compreender: - O Rio de Janeiro é realmente lindo!!!!!
sábado, 21 de março de 2015
domingo, 24 de agosto de 2014
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
A mulher de Sagitário segundo Vinícius
As mulheres sagitarianas
São abnegadas e bacanas
Mas não lhe venham com grossuras
Nem injustiças ou censuras
Porque ela custa mas se esquenta
E pode ser muito violenta.
Ai, o homem que se cuide…
- Também, quem gosta de censura!
Vinícius de Moraes
São abnegadas e bacanas
Mas não lhe venham com grossuras
Nem injustiças ou censuras
Porque ela custa mas se esquenta
E pode ser muito violenta.
Ai, o homem que se cuide…
- Também, quem gosta de censura!
Vinícius de Moraes
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Help! I need...
Hoje me sinto velha… literalmente idosa!!!
Sinto uma imensa saudade de uma época que eu nem vivi... os psicodélicos anos 70. Época onde os jovens sonhavam com a era de aquário. Jovens que, imaginavam com a chegada dessa fase, seres humanos supostamente mais evoluídos. Imaginavam que os muros das desigualdades e diferenças tivessem enfim ido ao chão. Aqueles jovens sonhavam também com um mundo sem guerra, onde os povos praticassem intercâmbio cultural constante e as pessoas se amassem incondicionalmente, independente de raça, gênero, idade ou condição social. Lamento que esses jovens dos anos 70, presenciem hoje a degradação social que praticam os nossos jovens.
Peço desculpas pela minha incapacidade de educar essa nova geração que se apresenta. Crianças que diariamente despejam um racismo aguçado e uma agressividade impensável para os padrões humanos pensados há 30 anos.
Quando assistimos a intolerância de “jovens bárbaros pós-modernos” numa universidade, que deveria abrigar, aceitar e divulgar a comunhão entre as diversidades, ficamos não só envergonhados de ser parte dessa contemporaneidade social, mas também amedrontados com o que virá por aí.
A intolerância com o que é diferente, a incapacidade de aceitação de tudo o que sai de sua área de conforto, a arrogância de achar que o mundo funciona em benefício próprio e a prostração frente a desafios saudáveis, tornam o jovem de hoje uma realidade tão diferente de tudo o que as passadas gerações lutaram e sonharam para esse milênio, que causa não só frustração, mas uma reflexão de onde se colocou o erro.
Não quero que minha desilusão pedagógica contamine essa reflexão, mas é óbvio que a maioria dos jovens de hoje, não utilizam tudo de maravilhoso que essa nova era nos oferece. A informação imediata, o mundo sem fronteiras culturais, a progressão tecnológica e científica, a oferta de um ensino de qualidade possível e acessível para quem se esforça, a oportunidade de obter em segundos cultura do mundo inteiro em tempo real. Tudo tão perto e tão longe. Longe do entendimento do que tudo isso significa, longe da compreensão do bem e do mal, longe da coletividade e dos sentimentos saudáveis.
Permissividade demais? Negligência demais? Liberdade sem responsabilidade? Não tenho essa resposta.
Vale aqui uma ressalva aos jovens que não se encaixam nessa descrição e honram todas as manifestações e sangue derramado em prol dessa suposta modernidade democrática.
Peço que aqueles jovens sonhadores dos anos 70, que possuíam o hábito de praticar e assimilar arte, seja em forma de música, teatro, dança ou outro tipo de expressividade artística, não leiam mais os jornais, não vejam mais os noticiários, nem acessem a internet como veículo de informação. Só assim eles poderão manter viva a imagem da tão sonhada era de aquário que imaginaram no passado.
Sinto uma imensa saudade de uma época que eu nem vivi... os psicodélicos anos 70. Época onde os jovens sonhavam com a era de aquário. Jovens que, imaginavam com a chegada dessa fase, seres humanos supostamente mais evoluídos. Imaginavam que os muros das desigualdades e diferenças tivessem enfim ido ao chão. Aqueles jovens sonhavam também com um mundo sem guerra, onde os povos praticassem intercâmbio cultural constante e as pessoas se amassem incondicionalmente, independente de raça, gênero, idade ou condição social. Lamento que esses jovens dos anos 70, presenciem hoje a degradação social que praticam os nossos jovens.
Peço desculpas pela minha incapacidade de educar essa nova geração que se apresenta. Crianças que diariamente despejam um racismo aguçado e uma agressividade impensável para os padrões humanos pensados há 30 anos.
Quando assistimos a intolerância de “jovens bárbaros pós-modernos” numa universidade, que deveria abrigar, aceitar e divulgar a comunhão entre as diversidades, ficamos não só envergonhados de ser parte dessa contemporaneidade social, mas também amedrontados com o que virá por aí.
A intolerância com o que é diferente, a incapacidade de aceitação de tudo o que sai de sua área de conforto, a arrogância de achar que o mundo funciona em benefício próprio e a prostração frente a desafios saudáveis, tornam o jovem de hoje uma realidade tão diferente de tudo o que as passadas gerações lutaram e sonharam para esse milênio, que causa não só frustração, mas uma reflexão de onde se colocou o erro.
Não quero que minha desilusão pedagógica contamine essa reflexão, mas é óbvio que a maioria dos jovens de hoje, não utilizam tudo de maravilhoso que essa nova era nos oferece. A informação imediata, o mundo sem fronteiras culturais, a progressão tecnológica e científica, a oferta de um ensino de qualidade possível e acessível para quem se esforça, a oportunidade de obter em segundos cultura do mundo inteiro em tempo real. Tudo tão perto e tão longe. Longe do entendimento do que tudo isso significa, longe da compreensão do bem e do mal, longe da coletividade e dos sentimentos saudáveis.
Permissividade demais? Negligência demais? Liberdade sem responsabilidade? Não tenho essa resposta.
Vale aqui uma ressalva aos jovens que não se encaixam nessa descrição e honram todas as manifestações e sangue derramado em prol dessa suposta modernidade democrática.
Peço que aqueles jovens sonhadores dos anos 70, que possuíam o hábito de praticar e assimilar arte, seja em forma de música, teatro, dança ou outro tipo de expressividade artística, não leiam mais os jornais, não vejam mais os noticiários, nem acessem a internet como veículo de informação. Só assim eles poderão manter viva a imagem da tão sonhada era de aquário que imaginaram no passado.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Você seria professor de escola pública?
por GILBERTO DIMENSTEIN
Certa vez ouvi uma explicação aparentemente machista sobre uma das razões da piora do ensino público: a abertura do mercado de trabalho para as mulheres, antigamente condenadas a ter poucas opções caso não quisessem ficar trancadas em casa. Uma das opções era dar aula. Faz algum sentido.
Jovens inteligentes e cultas, dispostas a aprender, muitas delas bilíngues, viam na sala de aula um escape para não ficar apenas na rotina da casa, cuidando dos filhos e do marido; hoje, elas estão comandando empresas, meios de comunicação, governos. No final, os alunos mais pobres eram os grandes beneficiários daqueles talentos represados.
O Ibope faz um acompanhamento periódico dos valores e atitudes das mulheres. Em suma, na última pesquisa, em 2008, as mulheres estão ainda mais exigentes em relação ao trabalho. Entre as classes A e B, elas querem desenvolvimento intelectual e pessoal, destaque profissional e independência.
Na semana passada, o governo federal lançou um bilionário programa para estimular a formação de professores - não apenas o sucesso do plano, mas o futuro do país está atrelado à capacidade de atrair os talentos para as escolas públicas.
O Datafolha realizou um perfil sobre as expectativas dos jovens brasileiros, reforçando as tendências verificadas pelo Ibope: para os entrevistados de 16 a 17 anos, de maior escolaridade, não basta ter emprego. É preciso ser reconhecido e valorizado profissionalmente, com possibilidades de reciclagem. Como fazer esse pessoal se sentir tentado a sonhar em dar aulas na rede pública?
Não consigo ver um problema tão difícil (e tão relevante) para ser resolvido: estamos metidos num círculo vicioso. As nações que mais evoluíram socialmente são aquelas que melhor souberam atrair talentos para disseminar conhecimento.
O plano anunciado pelo governo prevê uma série de estímulos, como mais vagas nos cursos de licenciatura e ajuda para pagamento de mensalidade - além de provas para evitar que gente com baixíssima qualificação nem sequer consiga se candidatar a dar aula. É algo que vai ao encontro do projeto lançado em São Paulo, em que se determinou que, mesmo aprovado em concurso, o professor terá de ficar um semestre se preparando antes de entrar na sala de aula.
Até agora, porém, não existe quase nenhum atrativo para um jovem de elite trabalhar numa escola pública.
O pior não é o salário - apesar de um professor ter a mais baixa remuneração entre os que têm diploma superior. Isso, por si só, já seria um gigantesco obstáculo.
Vida de professor de escola pública é um massacre diário, especialmente nas grandes cidades. As salas são superlotadas, boa parte dos alunos tem doenças, inclusive mentais, os laboratórios não funcionam, os pais se envolvem pouco na educação dos filhos, cujo repertório cultural é, geralmente, baixo. Existem as mais variadas formas de violência -do xingamento às agressões físicas. O sistema de aulas dissertativas é insuportável para quem gosta de criatividade e inovação.
Os alunos pouco aprendem, o que significa uma sensação coletiva de fracasso. Logo, o professor terá uma doença ou desequilibro emocional.
No momento em que se modificarem os salários e as condições de trabalho, naturalmente se vão atrair os talentos. Já existem centenas de milhares de jovens brasileiros que trabalham voluntariamente, com educação pública, atuando em organizações não governamentais - e a maioria dos que não são voluntários movem-se por idealismo e prazer de ensinar. Muitos deles foram bons alunos nas melhores faculdades.
Há uma enorme coleção de resultados extraordinários no país, graças a esses jovens. É gente que tem na veia o prazer de fazer a diferença, mas sabe que sucumbiria dentro de uma escola pública.
O desafio brasileiro é saber quando (e se) dar aula na escola pública fará parte dos sonhos - se não fizer, também não se poderá sonhar com outro país.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff3105200915.htm
Certa vez ouvi uma explicação aparentemente machista sobre uma das razões da piora do ensino público: a abertura do mercado de trabalho para as mulheres, antigamente condenadas a ter poucas opções caso não quisessem ficar trancadas em casa. Uma das opções era dar aula. Faz algum sentido.
Jovens inteligentes e cultas, dispostas a aprender, muitas delas bilíngues, viam na sala de aula um escape para não ficar apenas na rotina da casa, cuidando dos filhos e do marido; hoje, elas estão comandando empresas, meios de comunicação, governos. No final, os alunos mais pobres eram os grandes beneficiários daqueles talentos represados.
O Ibope faz um acompanhamento periódico dos valores e atitudes das mulheres. Em suma, na última pesquisa, em 2008, as mulheres estão ainda mais exigentes em relação ao trabalho. Entre as classes A e B, elas querem desenvolvimento intelectual e pessoal, destaque profissional e independência.
Na semana passada, o governo federal lançou um bilionário programa para estimular a formação de professores - não apenas o sucesso do plano, mas o futuro do país está atrelado à capacidade de atrair os talentos para as escolas públicas.
O Datafolha realizou um perfil sobre as expectativas dos jovens brasileiros, reforçando as tendências verificadas pelo Ibope: para os entrevistados de 16 a 17 anos, de maior escolaridade, não basta ter emprego. É preciso ser reconhecido e valorizado profissionalmente, com possibilidades de reciclagem. Como fazer esse pessoal se sentir tentado a sonhar em dar aulas na rede pública?
Não consigo ver um problema tão difícil (e tão relevante) para ser resolvido: estamos metidos num círculo vicioso. As nações que mais evoluíram socialmente são aquelas que melhor souberam atrair talentos para disseminar conhecimento.
O plano anunciado pelo governo prevê uma série de estímulos, como mais vagas nos cursos de licenciatura e ajuda para pagamento de mensalidade - além de provas para evitar que gente com baixíssima qualificação nem sequer consiga se candidatar a dar aula. É algo que vai ao encontro do projeto lançado em São Paulo, em que se determinou que, mesmo aprovado em concurso, o professor terá de ficar um semestre se preparando antes de entrar na sala de aula.
Até agora, porém, não existe quase nenhum atrativo para um jovem de elite trabalhar numa escola pública.
O pior não é o salário - apesar de um professor ter a mais baixa remuneração entre os que têm diploma superior. Isso, por si só, já seria um gigantesco obstáculo.
Vida de professor de escola pública é um massacre diário, especialmente nas grandes cidades. As salas são superlotadas, boa parte dos alunos tem doenças, inclusive mentais, os laboratórios não funcionam, os pais se envolvem pouco na educação dos filhos, cujo repertório cultural é, geralmente, baixo. Existem as mais variadas formas de violência -do xingamento às agressões físicas. O sistema de aulas dissertativas é insuportável para quem gosta de criatividade e inovação.
Os alunos pouco aprendem, o que significa uma sensação coletiva de fracasso. Logo, o professor terá uma doença ou desequilibro emocional.
No momento em que se modificarem os salários e as condições de trabalho, naturalmente se vão atrair os talentos. Já existem centenas de milhares de jovens brasileiros que trabalham voluntariamente, com educação pública, atuando em organizações não governamentais - e a maioria dos que não são voluntários movem-se por idealismo e prazer de ensinar. Muitos deles foram bons alunos nas melhores faculdades.
Há uma enorme coleção de resultados extraordinários no país, graças a esses jovens. É gente que tem na veia o prazer de fazer a diferença, mas sabe que sucumbiria dentro de uma escola pública.
O desafio brasileiro é saber quando (e se) dar aula na escola pública fará parte dos sonhos - se não fizer, também não se poderá sonhar com outro país.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff3105200915.htm
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
PARÂMETROS DE MORALIDADE
Estava refletindo sobre os parâmetros de moralidade que nosso país parece adotar em diferentes situações. Não há como negar o excessivo erotismo que faz parte da nossa cultura popular desde a infância. Estamos acostumados a ver mães orgulhosas da “dancinha da moda” que a criança de 3 anos de idade aprendeu sozinha vendo TV, mesmo que essa “dancinha” seja “a boquinha da garrafa” ou coisa do gênero. Até mesmo em feiras culturais de escolas vemos grupos de alunos apresentando números de axé e funk com roupas e movimentos pouco apropriados para o local e a idade, mas sempre muito aplaudidos por educadores e até invejados por outros alunos. Não é de hoje que sites, propagandas e folders divulgam para o público estrangeiro um país com belezas diferenciadas, cultura exótica, erotismo aflorado, liberdade no vestir e no comportamento. Um país que demonstra tanta liberdade de expressão e que é conhecido por não exercer um preconceito desmedido como o que vemos em países do dito primeiro mundo possui em contrapartida, postura e julgamento rígidos no comportamento feminino. Não consigo entender porque a maioria da população não se choca com uma criança dançando inocentemente uma dança erótica (sem saber o que significa) e se choca com essa mesma criança que cresceu numa cultura de erotismo e exibição excessiva, dançando como todas as outras mulheres do local, de uma forma também erótica. Será que o fato de ter optado pela nobre profissão de professora infantil é o parâmetro da moralidade que algumas pessoas estabeleceram como inapropriado? Estranho parâmetro. Não quero aqui defender nenhuma postura e comportamento inadequado, até porque acho questionável também a banalização do corpo feminino em qualquer veículo de comunicação e expressão cultural, mas me assusto com o julgamento popular para o mesmo assunto em diferentes contextos. Até hoje tenho dificuldade em explicar para amigos estrangeiros porque não é apropriado o topless nas praias brasileiras (Pela lei, a prática de topless ou nudismo pode ser enquadrada no Artigo 233 do Código Penal, que condena atos obscenos em lugar público, a pena pode ser de três meses a um ano de detenção.), se mesmo nos parques europeus é uma prática cotidiana no verão. Ouço deles sempre a mesma pergunta com riso irônico “- No seu país podemos sair nu na avenida durante o carnaval e não é adequado tomar sol nos seios?”. Não podemos julgar comportamentos que estimulamos a criar, ou então deveríamos deixar bem claro quais os nossos reais parâmetros de moralidade em QUALQUER profissão, seja ele erótico ou de honestidade.
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